Salvo pelo Pecado


 Esse espaço fica reservado ao nosso grande amigo Igor que faleceu ontem, é foda ver uma pessoa tão proxima ir, nos deparamos com a morte sempre mas nunca imaginamos que vai acontecer com alguém que convive conosco. Sempre vemos a morte em numeros gigantescos e portanto nunca pessoais.

 O Igor era uma pessoa que sempre quando eu o via tava alegre, as épocas do skate no Catete, as risadas..sempre,não vo me alonga, mais é foda... Esteja onde estiver cara, nos gostamos muito de você.



Escrito por FernandoR. às 00h36
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 Tava pensando sobre o Krishnamurti e lendo existencialismo quando me dei conta que o cara é totalmente existencialista... muito interessante a visão holista de mundo dele, ele diz que todos nós somos culpados por todas as situações mundiais, ou seja, quando ha uma guerra não só o governo é culpado e sim todos nós que influênciamos em nossas vidas diarias o conflito, a guerra de vizinhos, times, e etc... me parece então que ele quer dizer que fazemos parte de um "organismo" unitário que não pode ser fragmentado, temos então uma responsabilidade muito grande sobre tudo que acontece (outra maxima existencial).

  O Krishnamurti procura o descondicionamento humano algo deveras estranho para um ciêntista classico ou um positivista... para o movimento psicologico Behaviorista(mecanicista, determinista..) por exemplo o homem é produto de estimulos, respostas, condicionamentos, reforços etc... ou seja, ele é produto total do meio em que vive mas para Krishnamurti, Carl Rogers, Maslow, etc.. não. O pensamento deles aceita um ontologismo humano, uma essência, porém sem deixar de dizer que esse lado interior só se dá  inter-relacionando-se com o mundo exterior, o homem é um ser-no-mundo. O que Krishnamurti, Hollo May, etc.. procuram é que o homem possa então aceitar e viver em congruencia com seu verdadeiro eu e não o eu condicionado pelo mundo externo.

 O verdadeiro eu não é algo imutável...muito pelo contrário, para esse autores o ser humano tem uma tendência inata ao crescimento (q pode ser "denificada" pelo meio externo) e irá mudando fluxamente com novos pensamentos espontaneos e supreendentes em permanente evolução. A fuga da essencia caracterizaria a neurose...



Escrito por FernandoR. às 22h10
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(cenário: mesa de chá estavam Arganaz, Alice, Lebre de Março e o chapeleiro.) Arganaz começou a contar uma história...

 - "Era uma vez três irmãzinhas", começou o Arganaz apressado, "e seus nomes eram Elsie, Lacie e Tillie, e elas viviam no fundo de um poço..."
"Do que elas viviam?", disse Alice, que sempre se interessava muito por questões de comida e bebida.
 "Viviam de melaço", disse o Arganaz, depois de passar um ou dois minutos.
 "Não poderiam viver disso" observou Alice gentilmente "Teriam adoecido."
 "Sem dúvida", disse o Arganaz, "ficaram muito doentes."
 Alice tentou imaginar como seria esse extraodinário modo de vida, mas ficou demasiado perplexa, por isso continuou: "Mas por que é que elas viviam no fundo de um poço?"
 Tome mais chá", disse a Lebre de Março para Alice, muito séria.
 "Ainda não tomei nenhuma xícara", respondeu Alice num tom ofendido, "por isso não posso tomar mais."
"Você quer dizer que não pode tomar menos", disse o Chapeleiro, "é muito fácil tomar mais do que nada."
 "Ninguem pediu sua opnião" disse Alice.
 "Quem está fazendo comentários pessoais agora?" perguntou o Chapeleiro triunfante Alice não sabia muito bem que resposta dar a essa observação, por isso serviu-se de um pouco de chá e de pão com manteiga, e depois virou-se para Arganaz e repetiu a pergunta. "Por que é que elas viviam no fundo de um poço?"
 O Arganaz levou mais um ou dois minutos pensando e depois disse: "Era um poço de melaço"
 "Isso não existe!", Alice começou a dizer zangada, mas o Chapeleiro e a Lebre de Março fizeram "Ssss! Ssss!", e o Arganaz observou emburrado: "Se não sabe se comportar é melhor você acabar a história."
 "Não por favor, continue!", disse Alice humildemente. "Não vou mais interromper. Acho que talvez exista um poço desses."
 "Só um, realmente!", disse o Arganaz indignado. No entanto, concordou em continuar a história. "E assim essas três irmãzinhas...elas estavam aprendendo a desenhar, a tirar as linhas do..."
 "Tirar o quê?, disse Alice, esquecendo completamente sua promessa.
 "O melaço", disse Arganaz, sem pensar nem um minuto sequer desta vez
.



Escrito por FernandoR. às 16h58
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  Cada vez mais em nossa sociedade somos fragmentados, alienados da informação, do conhecimento, cada dia mais alimentados pelo paradigma newtoniano e cartesiano, transformados em maquinas, alienados não só do trabalho mais do mundo, da natureza.. Cada dia mais o conhecimento se torna parte de escolas, escolásticas e o senso comum se afunda no mais profundo desconhecimento, se torna parte dessa doxa capenga e "utilitária" ao mundo burguês (a falta de conhecimento e compreensão se tornam perfeitas aos detentores de poder). Falta a nós a episteme, o conhecimento da compreensão, a razão e a trans-razão, falta a nós, como anarquistas, conhecer o mundo e o ser humano, e toda essa totalidade "a sabedoria está naquele que sabe o que faz com o que sabe."

  É necessários largarmos esse velho paradigma fragmentário, vamos saber de tudo, vamos fazer rituais Dionisíacos e ligar o céu e a terra, o corpo e a alma, todos os seres para lutar pela humanidade, dançar em coito como o Deus Shiva e criar esse universo não de paraíso e sim da UNICA POSSIBILIDADE DE SOBREVIVÊNCIA que está FORA DO CAPITALISMO.

  Somos considerados independentes da natureza, por deus!! O homem está só? Falta a nós voltar a entrar em contato com o cosmos, a ecologia está ai, é parte de nós, toda natureza, todo mundo somos nós, por isso, temos que lutar não em distinção e sim como pessoas contra toda exploração e destruição de nosso corpo, ou seja, do planeta, das pessoas, do cosmos.

  Hoje a especialização do saber transforma-nos cada vez mais em maquinas como diria uma pessoa em "sabedores de quase tudo de quase nada", levando ao extremo diríamos "sabedores de tudo do nada".

  "A natureza da inteligência é a inteligência da natureza", basta de dizer não ao conhecimento, é necessário que novamente as massas voltem a dar valor ao saber, que se volte a ver a leitura, o saber, como ferramentas celebres para acabar com toda manipulação e dominação, correr contra a maré nessa diástole jovem, nessa corrida aventureira pela vida.



Escrito por FernandoR. às 22h21
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 Ola pessoas de bem, de caráter e moral que visitam esse site com conteúdos familiares de bom grado. 9dades (aprendi a falar em internetonhol)! so que claro essa lingua é ambigua (QUE BELO!) 9 idades = nove idade diferentes ou novidades ou nov-da-des = 9 da negação.

 Bem, tirando a parte que lhes cabe, vou fazer o que me mandaram, obrigaram, por melhor assim dizer, vou dar-lhes um trago de catarse : Fui chamado de machista, ô, que bonaventura. Abneguei-me de todos meus principios. Sim! Salve salve os machões, leiam meu blog o me conheçam que saberão o quao machista é este que vos dita. ( e que agora além de saber falar internetonhol sabe dizer VOS) o que poderia ser melhor?

 TANANA! PIRIM PLIM PLIM! A magia que eu trago nos meus bolsos! FIZ UM POEMA FELIZ!! Huhu, devo estar amaldiçoado! Mais ai vai, eu, pessoalmente, gostei dele apesar de acha-lo um pouco sem pausa e com as rimas meio avacalhadas, mais como não é minha professione, dexarei-os com gostinho de quero-quero.

 

.

Orgone

Doravante nessa floresta ilusoria,
Vou eximir-me de todo e qualquer neg-ócio
Vou cantar e plantar flores,
Colher frutos, amalgamar amores

Sentado sobre esse penhasco lindo
Quebrarei axiómas e cherarei o lírio
E de tautologias de amor, cairá um cilho
Que conduzirá-me ao mais lindo brio...
...de todo aconchegante cio.

Este que Re-volverá o pasmo agúdo,
dos gritos histéricos e moribundos
Que ainda desconhecem o amar
Trará de verdes campos a linda flor
Que voará em teu sereno ar

 

 



Escrito por FernandoR. às 15h57
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Marcio e a Estrada

  Esgotado, sentou-se em sua poltrona, reclinável, ela reconforta-o, acomoda sua bunda gorda que da um solavanco fazendo-o soltar um gemido de comodidade. Puta merda, até que enfim sai dessa porra de faculdade. Para ele aquilo parecia uma eternidade, mas afinal, podia ser pior, ele podia ter que Trabalhar. Deu algumas tremidas ao pensar na palavra proibida, contudo, logo isso passa. Coça o saco , espreguiça, esperando a cena hollywoodiana que abriria em seu monitor, 20 polegadas.

  Marcio ja não aguenta mais aquele computador, resolve dar um rolé. Porra, tava cansado dessa vida merda, todo dia ele sentava a busanfa no computador e aquilo se tornava um saco, deu um ligada pra Carol, uma amiga das antigas, que ele sempre dava uns pegas. Pegou as chaves do carro e desceu correndo até o elevador espelhado.

  Pisou no acelerador a mil, com seu sapato lustrado, precisava de ar, adrenalina, foi ao encontro de Carol pensando alto, se aquela puta não tiver lá vo da logo uns esculacho nela. Abriu uma skol gelada. Nessas horas, nada melhor que uma cerveja. Boto o som pra estremecer. O dia hoje ta pra peixe falou com seu amigo no seu moderno celular, Marcio então olhou para o lado e viu um feirante vendendo seus peixes...mortos, fitou-o sem razão. Ihhh Maluco, ta de pista! Grita aos brandos ao feirante em sua primeira reação, o feirante que sua as bicas apenas com muita dificuldade consegue olhar e esboçar um escárnio.

  Rapidamente chega ao encontro de Carol, olha para os cantos enquanto se aproxima dela, vê lixo, poeira, e alguns moradores de rua. Ele cospe, com cara de nojo e finalmente chega com os braços balançando como pendulos, sua gíria de malandro e sua camisa regata ao encontro da sua vítima. E ai gata, pronta pro rolé? Pergunta com tom voluptuoso. Ela faz um trejeito sensual, olha-o de cima a baixo e responde com voz amena: Melhor agora gatinho e até arrisca uma piscada antes de entrarem no carro.

  Uhuuu!! Isso é foda! Diz a garota referindo-se ao velocidade alucinante que Marcio conduzia Ele, seu maravilhoso carro. Marcio bebe uma Vodka e dirige ao mesmo tempo. Puta, isso que é vida! Ele lembra dos peixes, não sabe o porque. Vê uma mulher de vermelho passar pelo sinal vermelho a qual ele quase atropela. Vá com calma garoto! Resmunga ela. Marcio ainda tenta ve-la, algo nela o tocou, sentiu um frio na espinha daqueles de levantar difunto, procurou-a com seu olhar, mais ela ja tinha sumido em meio a neblina.

  140 Km por hora, era a velocidade que ele corria, enquanto Carol lhe batia uma punheta. Porra, chupa, me chupa! Gritava enquanto tirava a garrafa da boca, alguns pingos ainda caiam sobre o cabelo de Carol. Carol então começou aquele boquete transcendente. Entraram numa auto-estrada, a visibilidade era pequena, claro, Marcio era um ótimo motorista, mas não o bastante para prever a curva estando a 140 por hora, seu carro passou varado a estrada e foi cair de um precipício de 1500m de altura, direto no mar, eles agora descançam entre os peixes, Carol, Marcio e Ele, seu carro.



Escrito por FernandoR. às 18h53
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 O relógio toca, são 4 horas, algo parece diferente, estranho. Uma moeda começa seu rumo direto do bolso do sobretudo do padre Janus...lentamente ela caia, o vento a ajudava e alguma pressão desconhecida freiava sua velocidade, mas era essencial sua queda, seu destino, seu rumo, o chão.

 Tudo naquele dia ja criara um novo brilho, uma nova cor, amarga, magenta. Janus continuara seu caminho como de habitual costume, saíra então da cátedra a passos largos, todavia tímidos. Passos ciclicamente iguais. Simultaneamente saia da cátedra um pequeno garoto que foi a ele dar-lhe a benção, e disse em voz morbidamente brincalhona :

  • Benção Padre Janus, sonhei convosco nadando em uma caverna quando por obra do acaso toda água se desvairava sobre o mundo, no final, ludibriou-me o destino com vossa morte.

 Janus nem sequer deu atenção ao que o garoto falava, com seus olhos de coruja, a espreitar a ocasião. Não, Janus não dera valor, apenas pensara "pobre garoto" ressaltando a si mesmo, quisera eu poder ajudar-lhe em seus pesadelos sem sentido.

 Continuou seu caminho seguido de um grande amigo, Lemus, andaram pelo rotineiro trajeto até suas casas, o sol se fechara e deu lugar a escuridão e não a lua, chegaram então a "habitual" ponte que cobre uma cachoeira. Passando por essa ponte chegariam aos seus lares.

 E quanto medo não inspirava aquela ponte e porque hoje tudo estava tão sinistro? Janus parou em frente a ponte... estava a frente de Lemus, parou  e falou a seu amigo :

  • Pode ir Lemus. – e deu caminho a passagem.

 Lemus foi andando lentamente e imponentemente, Janus então gritou-lhe :

  • MEDROSO! Ande depressa Lemus, não temos o dia todo, se está ponte lhe inspira temor, deveria tomar uma postura de homem!

 Lemus então levantou suas asas gigantescas e começou a voar, passou pela ponte num instante, e como era imponente, nobre, grande e luminoso, tal como um dragão! Janus enquanto observara começou a chorar, tirou seus óculos, largou sua bengala e olho aterrorizado para ponte, e principalmente para aquela cachoeira, onde o fluxo corria, sem medo.

  • Venha Janus! O que tem amedronta tanto? – perguntou Lemus com seu ar sombrio, potente e seu olhos de falcão.
  • O que? Como ousa chamar-me de covarde? – respondeu aos berros Janus.

 Olhou novamente para a ponte, ainda chorava, tremia...observou sua casa na outra margem da ponte, Lemus também.. Começou então a derreter, não sabia o motivo, sabia apenas que estava morrendo...aos poucos.

 Uma cobra que passava pela mata ainda lhe mordeu, ele acordou. Janus sabia, estava morto, mais ainda tinha uma chance...... atravessar a ponte ou ficar na obscuridade.



Escrito por FernandoR. às 18h52
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O cerco.

 

 

  Robert Linsen, nem em seus piores pesadelos pode imaginar aquela cena. Estava la, cercado de lobos ciêntistas, observando-o, todos detinham um enorme escudo invisível que somente ele, em sua sóbria loucura, podia ver.


 - Sim, sim, parece que ele está enlouqucendo.


 - Diagnostico?


 - Psicose Filogénetica aguda, hipertonia de seretonina na lobolo temporal, degeneração do hipocampo.


 Tin, Tin, Tin, o aparelho metalico continuava pulsando e mostrando seu estado emocional em ondas, Linsen olhava confuso, Deus do Céu! o que seriam todas aquelas palavras? Temia e ao mesmo tempo odiava toda aquela parafernalha que no fundo no fundo sentia ser para o dominar. 


 - Muuu, Muuu - ruminava com um claro tom debochado, Robert Linsen e sua ira.


 Sua mãe olhou-o então e sentiu-se mal, ahhhh, meu filho, ja foi um santo, pensava em suas magoas, sonhou vêr um dia, um grande leão, e eis que nasce um boi, Por Deus! Um maldito Gado! Não, não merecia isso! - pensava ela, apatica.


 Anos passaram enquanto Robert Linsen cuspia em tudo, em todos os aparelhos, e assim, poderia, talvez, sentir-se melhor. Os lobos que o temiam, explicavam ao mundo que isso era normal em sua idade:


 - Por um aumento da hipersensibilidade resultante do não freamento do glutamato no núcleo acubens, temos então um aumento dos hormônios desses jovens que não sabendo como libera-los tornam isso seu pior pecado : a revolta.


 - Verborragia! pensou Linsen enquanto ainda era um boi, um gado, ahhh mas agora tinha crescido ja era um buffalo e era demasiado forte. Detinha total convicção do que dizia -na mesma linguagem dos lobos-. Agora era casado com uma linda Vaca que nem ao menos sabia o que era pensar.


 Robert Linsen todo dia acordava e lustrava seus chifres, vestia sua melhor ferradura e ia direto ao trabalho, ajudava os outros touros em seus perniciosos trabalhos. Mas, mesmo grande e forte, continuava numa cerca, fingia não notar, não se dava conta em sua mente, seu cotidiano consumia todo seu lado selvagem - que tinha vergonha de assumir -.


 Co co ro co! cocorocava o galo, cidadão de baixa espécie, que possuia a função de acordar os outros animais.


 - Ai, meu filho, é um grande touro, quando orgulho tenho dele!


 Chuvia muito, via uma nuven negra, lama, e uma fada que era puro ar dizendo:


 - O que estas a fazer, lembro de ti a lutar por tua liberdade, onde se esconde aquele rebelde que almejava a igualdade entre os animais e a libertação de teu povo?


 Acorda suando Linsen - não se recorda de nada - e parte habitualmente para seu trabalho...não consegue pensar muito, está no crepúsculo de seus dias, todo axioma da sociedade foi quebrado em sua mente e nem ao menos sabe o porque. Resolve tudo bem facilmente, põe uma bomba no secretaria dos leões e ela explode.
 



Escrito por FernandoR. às 09h23
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Melúrias de um Sonhador

Primeiramente, robei essa foto do site da cheshirekitty... www.fotolog.net/cheshirekitty...

Achei que a foto tinha haver com o que escrevi, e, talvez, com minha vida...sabe quando todas suas bases caem? Bem, é mais ou menos isso que estou passando...não tenho mania de ficar escrevendo sobre mim aqui, mas, bem, que seja...

Melúria de um Sonhador.

Regojitar palavras morbidas,
para aliviar a dor do parto
Dar luz a luz,
trazer o sol que traz tanta escuridão
e tanto medo á aqueles que se cegam pela claridade
Cegos, espancam a mãe o pai, do que o novo traz,
Este mesmo que agora jaz,
No cemitério de Alcatraz.
Sente a dor de ter sido castrado o céu,
E tua luz, sombra do mundo
Que so o resta esconder, ou dar a cara a tapa e correr
Para não ser assasinado.



Escrito por FernandoR. às 23h20
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Jennifer, a escrava anti-sexual

AHHHH, a dor, corrói! CORRÓI! - esperneava Joaquim Cruz após uma sessão de re-orgasmatização feita por um especialista em episteacutudorlogia (estudo do conhecimento das dores agudas). É trágico, lembro-me bem quando foi minha vez, a dor é maior do que tudo nesse mundo, as pessoas que foram empaladas a séculos atrás não sabiam o que era dor comparado a essa seção.

Malditos andróides, vejam, estamos aqui nessa vila velha, degenerando, neste Rio seco e sujo de lixo. Resíduos atômicos por toda parte graças a essa maldita tecnocracia neo-cristã. Tivemos que nos eximir da civilização, da maldita civilização. O que nós resta não é muito, mas serve como foco de resistência e talvez o ultimo dos "oásis" da terra, ao menos ainda temos nossa sexualidade, nossa liberdade, nosso chão e nossa criticidade. Mulheres e crianças me trazem alegria – observo em meio ao caos – o movimento natural, que ainda me faz viver.

Mortais, Pagarão caro, Mortais, Capar, Arrancar óvulos, brochalizar, cortar clitóris repetia infinitamente a robô Jeniffer no seu mais alto grau de beleza e persuasão sexual. Não sobrará, não sobrará nenhum rebelde satânico! E saia nas ruas enfestadas de carros-naves da mais alta tecnologia ao lado de teletransportadores virtuais, onde as pessoas pegavam os objetos que haviam deixado armazenados em algum lugar da rede virtual molecular. Sim, tudo em prol da sublimação das energias malignas, a favor do trabalho, da cultura (Salve! Salve!) do afável cotidiano dos apáticos cidadãos da megalopole.

Como poderemos vencer? Pensava num canto – observando mísseis termodinâmicos e aparatos nucleares –. Tudo isso é demasiado pouco para derrotar os robôs, devemos Ter um planejamento anti-sistematico e anti-nômico para que não possibilite a volta dos burocratas.

-Planejar, destruir, Deus Salva, Deus Salva, Abaixo Satã!

Rápido, vou tentar a invasão da central onde está Jennifer, adiante-se com a bazuca e dê-me 10g de prótons e 10g de neutrons, ajuste a velocidade do disparo para que possamos atingir o passado.

Hahaha, Veja, Jennifer pegou mais um desses palermas – observa o diretor da industria virtual TimeCom que produzia robôs como Jennifer.

  • Destruir, Destruir – e preparava-se para injetar a vacina do eterno-brochar no jovem que automaticamente perderia sua vitalidade.
  • Preparar, Apontar, FOGO!
  • Só Deus Salva, só Deus Salva!

Desde então a guerra tem continuado, após a chuva atômica orgástica, Jennifer está do lado dos Rebeldes e tudo tende a se tornar mais grave até que um dos lados pereça.



Escrito por FernandoR. às 23h17
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O Terror Sexual

 23 de Maio, de 1995.  Cartas sobre a alforria sexual em Galhosville

Rev.Freak C- Ah, vossa cidade perdestes teu embalçamar. Vejo hoje jovens que como bruxos e bruxas almejam o fim da gloria, vos-lhe-digo, caro irmão Iquiz, não ha futuro para vossa desgraça.

Rev. Iquiz -Ahh, malditas as pessoas que ainda almejam o instinto imundo e vil. Malditas as pessoas que ainda almejam viver na voluptuosidade. Prodigos infames e sujos, eis o que são, em suas essências famigeradas por desgraças de familias pobres e imundas. Não ha mais o que pensar, pessoas que não detem o poder para reter a embriagamento instintual não devem ter o direito de viver entre nós, homens civilizados.

 Pra mim é evidente, pois, que dever-se-ia ranger os dentes para tais pestes, com forca e masmorra, isso claro, para o bem deles próprios, que serão - talvez - assim perdoados pelo dívino.

Rev. Freak C. - Caro Rev. Iquiz, vossa sábia opnião me instinga a crer um pouco mais na sobriedade e na probabilidade de uma verdadeira revolução social em vossa cidade. Me instiga, firmemente, a crer, que ainda ha esperanças e pessoas de boa indole em santuario divino. Estarei, irremediávelmente ordenando um grande numeros de santos para vosso dispor. Faça o que for preciso para manter a ordem e a liberdade dos bons homens de vossa humilde e abençoada cidade.

Charloote - Oh, famigerada dor que assola essa alma fétita. Não, não aguentaria mais um dia vivendo na imundice e na lama - entre porcos e baratas -. Não sou digna de tais animais, SANGRA minha alma, tão doce quanto a mais amarga das fezes. Desejo a morte, não quero mais desejar o Capitão Jublilie, como poderia eu, uma simples aldea? É demasiada a arrogância de minha parte. A dor de meu erro pesa mais que a dor da fome. Maldito o sexo, maldita luxuria, isolar-me-ia se tivesse forças, como uma faca selarei meu destino.

Helena-Nohan - Porcos no chiqueiro, venham ao meu encontro, com uma faca cortarei-vos os pulsos, exortarei a tudo que vos importa, rirei sobre vosso cadaver padres sujos e imorais. Chamam-me de imoral e porca? Jactansiosos, é o que sois, jactansiosos! Ahh, grandes Deuses, padrezêcos, acreditam em uma força superior? Ham? Infantilidades....ou manipulação? Não importa...almejam ,vós ,matar-me? Venham como vossa milicia, que será devorada por nós, "bruxas e bruxos" canibais, comeremos vossas tripas e almoçaremos vossas viceras.

 Para nós, cidadãos consciêntes, está claro que desejam prender-nos poís a perca da ordem sexual representaria para vocês a possibilidade da diminuição do trabalho, de vossa tão estimada "cultura", não nós transformaram em mercadoria? Transformarieis, portanto, vossa corja em carne de açogue. Uma catexia sexual levaria de acordo com vossa logica a perda da catexia de vossos interesses, estamos cientes disso, todavia, partiremos em caminho ao qual nos cabe, a liberdade.



Escrito por FernandoR. às 23h19
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A maldição do Tempo Ciclico - Pessoas do mundo, Destruam isso!

 

 O FILHO DA PUTA! – gritará Luisa, uma pedra que se revoltará com as arvores, que foderão sem pudor, no meio da praça e amalgamarão a mente das pedras que brigarão entre si, confusas....sim – continuava o velho sábio – e as pedras, ahhh, as pedras, ficarão paradas no mesmo lugar, o tempo vai parar e a história vai morrer, HAHAHAHAHAH....ria caqueticamente o velho sábio, gago e fedorento.
  O fedor não ajudava a crer nas palavras, no velinho, tampouco sua voz gaga e estranha, mas sem duvidas criava um clima tenebroso e imprevisível. Luisa, a receptora do ditirambo, a receptora do imprevisível, visível apenas ao velho que encontrava-se em estado de putrefação e mais alto grau de sabedoria.
  Luisa saiu então da consulta com o sábio e foi para casa, continuar o crepúsuculo de seus dias, continuar aquela coisa que ela insistia em chamar de “vida”. Deu comida as pedrinhas, que cresceriam e tornariam-se belas pedronas, sempre, sempre, no mesmo, mesmo, lugar, lugar.Foi para seu trabalho, de onibus, olhando para os lados e pensando nas palavras do velho sábio...estava demasiada apatica, encandecentemente furiosa, mas não sabia o porque.
  Olhando a janela, começou a compreender sua fúria, era desgraça, degradação, manipulação...ela via todos os seres condicionados, um Skinnerianismo usado propositalmente para tais fins que só podia levar ao que levava, a morte, a negação da vida, dos instintos...uma pequena lagrima rolou por seu rosto, seu coração sentiu um frio que cruzou-lhe as espinhas...viu lentamente uma poeira que caia do alto do onibus, observou-a cair por toda uma vida...abaixou a cabeça..sentiu-se inutil.
  Após o momento pensativo e reflexivo no onibus poderia ela ficar parada e embalçamada de degraças? Não, Luisa pensou em uma sociedade onde todos pudessem fazer o que quisessem, onde todos pudessem realmente viver, resolveu pedir ajuda então a um velho sábio que era muito afastado da civilização, SIM! ele haveria de ter a cura a doença social.
  Luisa embarcou em sua esperança e chegou ao local do velho sábio, então ele lhe disse olhando-lhe profundamente :
  O FILHO DA PUTA! – gritará Luisa, uma pedra que se revoltará com as arvores, que foderão sem pudor, no meio da praça e amalgamarão a mente das pedras que brigarão entre si, confusas....sim – continuava o velho sábio – e as pedras, ahhh, as pedras, ficarão paradas no mesmo lugar, o tempo vai parar e a história vai morrer, HAHAHAHAHAH....ria caqueticamente o velho sábio, gago e fedorento.
 



Escrito por FernandoR. às 13h44
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Querido Amigo da Igrejinha.

 

 

Querido Amigo da Igrejinha.

A sol brilhou numa doce manhã,
Onde iconoclastas jaz aos montes,
Em conturbada terra de Condes
Que jamais irão parar para pensar

Na vida cega de seus idolos,
Pérfido amigo tacou aquela pedra,
Jurou-nos de ter traido teus simbolos
De quimera que ainda louva a gloriar.

Verme, não poupo em lhe criticar
doce canalha que de amigo nunca mais ei de clamar
lembro de ti a gritar epicurismo,
lembro de ti a negar o teu batismo

não irei mais me decepcionar
com um bastardo que sempre vai mudar

Se me procurar terá o que é teu
Um doce tiro,
Um enforcamento,
Um triste lamento,
De quem ja morreu.



Escrito por FernandoR. às 10h38
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A procura da Essência mágica

 

...continua a me seguir
passo a passo, vou lhe inquerir
o que tu queres? o que tu queres?
ah, o aximoa ja foi quebrado
mas tu não desistes,
NÃO! não encontrás o que procuras
Não me procure mais! não quero uma cura.
Saia de meu pé, saia do meu rastro!
Vil sombra do meu "acaso".
  - olho no espelho-
MERDA! Para de me refletir!
Ja é demasiado penoso para mim fingir não ser você!
Eu sei que não posso encontrar, sei que nunca vou me achar
Eu? Não! Tu me segues e meus passos estarão sempre um pé afrente
Não entende? Não tente, não tente me encontrar
O eu que "sou" jamais irá se revelar
Porque o que sou so existe no sonhar
Ou numa fração de tempo que o alguem jamais ha de alcançar.

 



Escrito por FernandoR. às 00h10
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 Venha a minha volupia, que também é sua,
 Com tua buceta rosada nua
 Que faz soar, e levantar minha pica dura,
 Levar-te-ia ao delirio se deixasse
 e beijaria teus doces labios da vagina
 Lamberia seu clitoris todinho,
 Toda manha e toda tarde...todo dia.
 Tu de quatro e teu cuzinho apertado
 Encantam e inebriam minha visão
 Espero com o pênis apertado
 Teu boquete para aliviar minha tensão.
 Seria eu o jubilo e a masmorra?
 Não sei, mas sei que eu quero que tu morra,
 de prazer, queimando a me amar.
 Quando me veja que tu arda de tesão
 E suplique para eu a penetrar
  



Escrito por FernandoR. às 23h23
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